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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
‘Quem não teve uma namoradinha que teve que abortar?’, indaga Cabral, Governador do Rio.
Do G1, em São Paulo
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), disse nesta terça-feira (14) que a atual legislação sobre aborto no país é uma “vergonha” e afirmou que há “hipocrisia” sobre o tema. Ele defendeu a ampliação dos casos em que a interrupção da gravidez é permitida. Atualmente, apenas mulheres vítimas de estupro e que correm risco de morte podem obter autorização judicial para fazer um aborto.
“O Brasil está dando certo, é aprofundar a democracia, vamos aprofundar a liberdade de imprensa, aprofundar a vida como ela é, discutir os temas que têm que ser discutidos. O aborto, por exemplo, foi muito mal abordado na campanha eleitoral. Será que está correto um milhão de mulheres todo ano fazerem o aborto, talvez mais, em que situação, de que maneira? Não vamos enfrentar, então está bom. Então o policial na esquina leva a graninha dele, o médico lá topa fazer o aborto, a gente engravida uma moça – eu não porque já fiz vasectomia e sou bem casado – mas engravidou... Quem é que aqui não teve uma namoradinha que teve que abortar?”, questionou o governador.
Cabral deu as declarações durante discurso em um seminário organizado pela revista “Exame”, em São Paulo, sobre oportunidades de negócios no Rio de Janeiro para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, e em uma entrevista logo após o evento.
O governador do Rio de Janeiro defendeu discussões sobre mudanças na legislação.”Vamos encarar a vida como ela é. Acho que está faltando ao Brasil, neste momento, sem dispensar todo o acúmulo que tivemos nesses anos, aprofundar a democracia, os problemas, a legislação”, declarou.
Cabral disse que a dicussão sobre o tema deve ser ampliada com a sociedade. “Vamos discutir com a classe médica e as mulheres. Mas tem que ser ampliado [o debate]. Do jeito que está está errado, está falso, está mentiroso, hipócrita. É uma vergonha para o Brasil.”
Ele comparou as restrições da legislação brasileira sobre o aborto com a de países onde a religião tem uma influência maior na esfera política. “Vamos pegar países onde a religião tem um peso significativo: Espanha, Portugal, Itália, França, Estados Unidos, Grã Bretanha. Será que esses países gostam menos da vida do que nós? Será que o povo inglês, francês, italiano, povo português, gosta menos da vida do que o povo brasileiro? Esse é o ponto”, disse.
Segundo ele, entre 200 mil e 300 mil mulheres são atendidas anualmente em hospitais para reparar danos causados por abortos mal feitos.
“Ninguém é a favor do aborto, você é a favor do direito da mulher a recorrer a um serviço público de saúde para a interrupção de uma gravidez. Imagino que não tem nenhuma mulher no mundo a favor e nenhum homem. Mas uma coisa é uma mulher, por necessidade física, psicológica, orgânica, psiquiátrica, desejar interromper uma gravidez. Acho que o poder público tem que estar preparado para atender essa mulher. Isso é uma hipocrisia [não pemitir o atendimento]“, opinou.
‘Fábrica de marginal’
Em 2007, em entrevista exclusiva ao G1 , Cabral havia defendido o aborto como forma de combater a violência no Rio de Janeiro. “Tem tudo a ver com violência. Você pega o número de filhos por mãe na Lagoa Rodrigo de Freitas, Tijuca, Méier e Copacabana, é padrão sueco. Agora, pega na Rocinha. É padrão Zâmbia, Gabão. Isso é uma fábrica de produzir marginal”, declarou na época.
Cabral usou como argumento teses do livro “Freakonomics”, dos norte-americanos Steven Levitt e Stephen J. Dubner, que estabelece relação entre a legalização do aborto e a redução da violência nos EUA.
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(comentário Blog Carmadélio)
Senhor governador, a vida como ela é leva em conta o assassinato das crianças? elas fazem parte de suas contas?
“Namoradinha” que teve de abortar? simples como comer um pastel com caldo de cana,né? colocado assim parece algo comum e sem nenhuma consequência grave e terrificante,alem de criminosa.
Inaceitável!
E ele se diz evangélico…profundamente lamentável.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Homem se "casa" com cadela.
Sem comentários!
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Um jovem da cidade de Toowoomba, na Austrália, casou-se na última terça-feira com sua melhor amiga: uma cadela labrador de cinco anos. As informações são do The Chronicle. O casamento de Joseph Guiso e de Honey, uma labrador que ele adotou há cinco anos, aconteceu no Laurel Bank Park. Trinta dos amigos mais íntimos e a família do casal estiveram presentes na cerimônia, realizada ao anoitecer.“Você é minha melhor amiga e faz cada parte do meu dia melhor,” disse Guiso em seus votos. O rapaz decidiu casar-se depois de se deparar com um casamento no Laurel Bank Park durante um passeio com a cadela.
“Eu disse que poderíamos ser nós”, disse Guiso. “Ela não disse nada, então eu interpretei como um sim”.
Joseph Guiso se casou com Honey, uma labrador de cinco anos, em Toowoomba, na Austrália. Foto: Reprodução
Joseph Guiso, que se considera um homem religioso, disse que não conseguia mais suportar a culpa de viver com Honey sem estarem casados. “Não é sexual”, ele assegurou aos espectadores. “É apenas puro amor.”
O casal está planejando uma curta lua de mel em um dos parques de Toowoomba.
Fonte: JB
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Casal deixa internautas decidirem pelo voto se mulher deve abortar bebê.
Um casal está causando polêmica ao permitir que internautas votem se Alisha Arnold, de 30 anos, deve ABORTAR um bebê.
Alisha e Pete, também de 30 anos, lançaram a pesquisa em um site porque dizem não se sentir seguros se devem ou não ser pais. A votação vai até 7 de dezembro, dois dias antes do limite para a realização do aborto, que seria feito de forma legal, de acordo com a agência UPI. Pete diz que Alisha sofreu aborto natural em três oportunidades.
O casal, que mora em Minneapolis (EUA), está publicando no site imagens atualizadas do feto, de um menino perfeitamente saudável e que foi apelidado de Wiggles. O mulher está entrando no quinto mês de gestação.
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O link dentro do texto leva ao site onde está havendo a” votação”.
É inacreditável essa notícia..
Até agora, acredite, quem está à frente na votação é o apoio para a MORTE do Bebê.
Leigos “católicos” na Bélgica criam paróquias por conta própria. Como?
Willy Delsaert (foto) é um ferroviário aposentado com dislexia que praticou muito antes de enfrentar a paróquia católica suburbana Dom Bosco para celebrar os rituais da Missa Dominical com os quais ele cresceu.
The New York Times.
“Quem toma este pão e come”, murmurou ele, quebrando uma hóstia com a sua esposa ao seu lado, “declara o desejo de um mundo novo”.
Com essas palavras, Delsaert, 60 anos, e seus amigos paroquianos, discretamente, estão sendo os pioneiros de um movimento de base que desafia séculos de doutrina da Igreja Católica acerca do culto divino e da distribuição da comunhão sem um sacerdote.
Dom Bosco é uma das cerca de dez igrejas católicas alternativas que surgiram e cresceram nos últimos dois anos nas regiões de língua holandesa da Bélgica e da Holanda. Elas são uma reação inquietante a uma combinação de forças: uma escassez de padres, o fechamento de igrejas, a insatisfação com as nomeações do Vaticano de bispos “conservadores” e, mais recentemente, a consternação diante do encobrimento de abusos sexuais cometidos por padres.
As igrejas são chamadas de ecclesias, palavra derivada do verbo grego para “convocação”. Cinco delas começaram no ano passado na Holanda por católicos que se afastaram de suas paróquias existentes, e outras estão sendo planejadas, disse Franck Ploum, que ajudou a iniciar uma ecclesia em janeiro, em Breda, na Holanda, e está organizando uma conferência em rede para os grupos dos dois países.
Nestas igrejas do sudoeste de Bruxelas, os homens e mulheres são treinados como “condutores”. Eles presidem missas e os marcos da vida: casamentos e batismos, funerais e ritos finais. Os membros da Igreja assumiram-na há mais de um ano, quando o seu pároco se aposentou, sem deixar um sucessor. Na Bélgica, cerca de dois terços do clero tem mais de 55 anos, e um terço tem mais de 65 anos.
“Estamos resistindo um pouco como Gandhi“, disse Johan Veys, ex-padre casado que realiza batismos e recrutas os recém chegados para outras tarefas na paróquia de Dom Bosco. “Nossa intenção não é criticar, mas viver corretamente. Nós pressionamos quietamente, sem muito barulho. É importante ter uma comunidade onde as pessoas se sintam em casa e possam encontrar paz e inspiração”.
No entanto, eles parecem estar em rota de colisão com o Vaticano e a Igreja Católica da Bélgica.
Na visão de Roma, apenas padres ordenados podem celebrar missa ou presidir a grande maioria dos sacramentos, como o batismo e o casamento. “Se há pessoas ou grupos que não observam essas normas, os bispos competentes – que sabem o que realmente acontece – têm que ver como intervir e explicar o que está em ordem e o que está fora de ordem, se alguém pertence à Igreja Católica” disse o Pe. Federico Lombardi, diretor da Sala deImprensa do Vaticano.
“Práticas inaceitáveis”
O primaz da Bélgica, o arcebispo André-Joseph Léonard, de Malines-Bruxelas, já levantou objeções aos serviços alternativos, chamando-os de “práticas inaceitáveis”.
Para alguns católicos do movimento das ecclesias e acadêmicos da Universidade Católica de Louvain, Dom Léonard representa uma Igreja remota desconectada de um rebanho que anseia por rituais mais relevantes e participação ativa.
“Alguma coisa está começando a rachar”, disse o Pe. Gabriel Ringlet, ex-vice-reitor da Universidade Católica de Louvain, que está pensando em abandonar o termo “Católica” de seu nome. “Acho que a Igreja Católica belga está começando a sentir algo de excepcional, pela primeira vez em 40 anos. Muitos católicos estão acordando e se manifestando”.
Em Bruges, cidade no centro do escândalo da pedofilia da Igreja, um grupo católico alternativo chamado De Lier aborda os escândalos da Igreja em seus serviços semanais. De Lier – A Lira, em holandês – realiza cultos semanais em uma capela escolar com uma rotação de dois homens, duas mulheres e um padre.
Eles também simplificaram e personalizaram os rituais, enfatizando a importância da comunidade. Normalmente, eles se reúnem em torno de uma mesa com taças de cerâmica para o vinho e um pão redondo, e os membros são convidados a contar a história de suas alegrias e tristezas da semana anterior.
“Estamos procurando formas de viver a fé de uma forma moderna“, disse Karel Ceule, membro do Lier. “Se você olhar para a crise atual com o arcebispo Léonard, ele é um símbolo de uma Igreja velha e conservadora. Em Flandres, isso não funciona mais. Chegamos a uma fase da história em que não aceitamos que o padre tenha que ser o intermediário. Queremos nos encarregar dos batismos e da comunhão”.
Alguns bispos na Holanda e na Bélgica estiveram discretamente coletando informações sobre as Igrejas alternativas e reunindo-se com alguns dos seus membros. Pedro Rossel, porta-voz de Jozef De Kesel, o novo bispo de Bruges, disse que o prelado tinha conhecimento dos grupos, mas não os visitaria em breve. “Agora, ele tem outras prioridades. Ele tem muitos problemas com a questão dos abusos sexuais”, disse Rossel.
Enquanto isso, membros desses grupos dizem que não guardam segredo do que estão fazendo, especialmente se acontecerem mudanças por causa da falta de padres. “Se você perguntar para a diocese oficialmente sobre isso, eles vão lhe dizer que você não pode fazer isso”, disse Bart Vanvolsem, membro da paróquia Dom Bosco. “Eles dizem que se não há padre, não há missa. Mas Cristo está aqui”.
Nos estágios iniciais da Dom Bosco, algumas pessoas reclamaram que os serviços demoravam muito. Outros se incomodavam com a intimidade da reunião ao redor de uma longa mesa de madeira. Alguns membros não queriam liderar um culto. “Eu ainda sou muito tradicional para fazer isso”, disse Barbara Birkhölzer-Klein. “O que está acontecendo aqui é totalmente natural, mas eu ainda não posso fazer isso”.
Delsaert não tinha esses receios. Ele vestia uma estola com as cores do arco-íris e trazia suas anotações. “É a segunda vez”, disse ele. “Para mim, é muito intenso. Ler é muito difícil para mim, porque eu tenho dislexia”.
Quase 150 pessoas se reuniram ao seu redor para um encontro organizado por membros adolescentes que escolheram o tema da paz e da música de John Lennon e de Paul McCartney.
Delsaert fez um sermão simples que remontou aos seus anos como ferroviário, exortando os paroquianos a promover a paz, conversando com as pessoas em suas vidas diárias. Ao dizer “oi” para um usuário diário dos trens, disse Delsaert, “esse homem se abriu para conversar sobre os atrasos dos trens”. “Ele parecia muito mais feliz”, contou.
Durante o serviço, os adolescentes ficaram ao redor da mesa, enquanto uma declaração paroquial foi lida em voz alta: “Lamentamos a dor causada pelos padres e pelos responsáveis da Igreja. Lamentamos os danos às vítimas, à comunidade e à nossa Igreja”.
Depois, uma moça acendeu uma vela com as cores do arco-íris no centro da mesa. A trêmula chama foi acesa em memória às 475 vítimas belgas de abuso sexual.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Ativistas gays invadiram a igreja de Sint-Jan, na cidade de Hertogenbosch, durante uma missa, para protestar contra a proibição de homossexuais comungarem.
O grupo usava perucas e "batinas" rosas. A igreja é católica e proíbe que gays e lésbicas recebam
a comunhão.
A polêmica ganhou força durante o Carnaval, no início de fevereiro. Um homem abertamente homossexual teve a comunhão negada. A recusa revoltou a comunidade gay local.
Veja o vídeo da manifestação:
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“ENEM”, inquisição e a “homofobia”.
Julio Severo
Na prova do Enem a questão da “homofobia” entrou como pergunta, que definiu “homofobia” como “a rejeição e menosprezo à orientação sexual do outro”.
Lendo a pergunta, o jovem é induzido a fazer um autoexame para ver se ele sente ou não “rejeição e menosprezo”.Uma resposta politicamente incorreta recebe uma classificação reduzida no Enem.
Vejamos pois a pergunta que o MEC elaborou — da forma mais tendenciosa possível — e impôs no último Enem:
“Pecado nefando” era expressão correntemente utilizada pelos inquisidores para a sodomia. Nefandus: o que não pode ser dito. A Assembleia de clérigos reunida em Salvador, em 1707, considerou a sodomia “tão péssimo e horrendo crime”, tão contrário à lei da natureza, que “era indigno de ser nomeado” e, por isso mesmo, nefando.
O número de homossexuais assassinados no Brasil bateu o recorde histórico em 2009. De acordo com o Relatório Anual de Assassinato de Homossexuais (LGBT – Lésbicas, Gays, Bissexuais e Travestis), nesse ano foram registrados 195 mortos por motivação homofóbica no País.
A homofobia é a rejeição e menosprezo à orientação sexual do outro e, muitas vezes, expressa-se sob a forma de comportamentos violentos.
Os textos indicam que as condenações públicas, perseguições e assassinatos de homossexuais no país estão associadas
A) à baixa representatividade política de grupos organizados que defendem os direitos de cidadania dos homossexuais.
B) à falência da democracia no país, que torna impeditiva a divulgação de estatísticas relacionadas à violência contra homossexuais.
C) à Constituição de 1988, que exclui do tecido social os homossexuais, além de impedi-los de exercer seus direitos políticos.
D) a um passado histórico marcado pela demonização do corpo e por formas recorrentes de tabus e intolerância.
E) a uma política eugênica desenvolvida pelo Estado, justificada a partir dos posicionamentos de correntes filosófico-científicas.
O site “Vestibular Brasil Escola” comentou a questão aqui.
Segundo ele, a alternativa correcta é a letra “D”. E justifica: Fortemente influenciado pelos valores cristãos, o passado colonial brasileiro assistiu a uma constante exclusão de pessoas, e grupos, que não seguissem tais preceitos, como cristãos novos e sodomitas. Através das visitações da Inquisição, tais personagens foram denunciados como desagregadores da sociedade colonial, contribuindo-se para a criação de tabus e preconceitos sociais que se perpetuaram dentro da história brasileira. O machismo e a homofobia atuais acabam sendo reflexo desta herança histórica.
No autoexame induzido, se você escolher “não” à sodomia, você automaticamente se junta à Inquisição e aos assassinos de homossexuais.
Você é um homofóbico! Se você responde “sim”, seu Enem está ok.
O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) é uma prova criada pelo Ministério da Educação do Brasil para avaliar a qualidade do ensino médio. Muitas faculdades e universidades usam as notas do ENEM em seus processos seletivos.
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Comentário Blog Carmadélio:
A ampliação do conceito de homofobia feito pelo MEC é maniqueísta e sugere que todas as pessoas que não concordam com a prática homossexual sejam homofóbicas.
À Igreja, citada no enunciado da questão, é sugerida como homofóbica e se despreza o contexto histórico e teológico da afirmação dos clérigos de Salvador, em 1707 !!
Pode-se discordar do comportamento homossexual sem ser homofóbico. A homofobia é uma doença, sua violência intrínseca é antievangélica e a Igreja JAMAIS a estimulou.
Nenhum cristão pode ser a favor da homofobia. A Fé cristã rejeita o pecado e não as pessoas.
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Apenas 11% dos Brasileiros defendem a ampliação das hipóteses em que o aborto não é penalizado pelo Código Penal brasileiro.
De acordo com o jornal Folha de São Paulo o Instituto de Pesquisa DataFolha, em consulta realizada em todo o país, indicou que 71 % dos brasileiros se declaram contra a descriminalização do aborto.
O índice de rejeição é o mais alto registrado pelo DataFolha em 17 anos de pesquisa sobre o tema. O resultado mostra que apenas 7% dos entrevistados apóiam a total legalização do aborto e somente 11% defendem a ampliação das hipóteses em que a prática não é penalizada pelo Código Penal.
Durante o governo Lula, assistimos espantados à sanha da base governamental em tentar descriminalizar o aborto por considerar este um problema de “saúde pública” sem se importar com os anseios do povo brasileiro e muito menos com a moral.
A expressiva polarização contra o aborto demonstra o lado sadio da opinião pública que deve ser levada em consideração por qualquer político que se intitule democrático.
Processo do Gabriel Chalita contra a Comunidade Família de Deus.Saiu Resultado.
Hoje, recebemos a confirmação oficial de que o processo foi extinto pelo Juiz do TRE. E de que ficamos livres de qualquer punição.
Nós esperávamos pela justiça, e ai esta o resultado.”Abraços de Paz,
Ernesto Peres de Mendonça – Comunidade Família de Deus
Servos do Coração Eucarístico de Jesus -A serviço da Vida
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Juiz do DF autoriza discurso de padre contra aborto e PT.
Agnelo e Weslian disputam o segundo turno pelo governo do Distrito Federal.
O pedido de direito de resposta foi feito, por meio de duas liminares, após a campanha de Weslian colocar no programa eleitoral de rádio, que foi ao ar ontem (12), discurso do padre José Augusto, da TV Canção Nova.
Nas imagens Augusto afirma que o PT é a favor do aborto.
“A nação brasileira não pode se tornar uma nação marxista, terrorista. Quem compactuar com pessoas que aderem ao aborto tem que ser excomungado”, diz o padre em trecho do vídeo.
Na decisão, o juiz Teófilo Rodrigues Caetano Neto alega que não houve manipulação das imagens e que o discurso do padre “configura simples manifestação do pensamento político”.
“Ora, não é vedado, ilícito ou ilegítimo que os partidos, no horário de propaganda que lhes é reservado, defendam suas posições e, como forma de angariarem apoio, concitem os eleitores a não votarem nos adversários, transformando essa referência em mote da propaganda”, ressalta o magistrado.
Blog do Noblat
terça-feira, 12 de outubro de 2010
“É impossível ignorar a força numérica, demográfica e eleitoral da religião.
Revista Época
A religião não é um tema estranho às campanhas políticas no Brasil. A cada par de eleições, o assunto emerge da vida privada e chega aos debates eleitorais em favor de um ou outro candidato, contra ou a favor de determinado partido.
Em 1985, o então senador Fernando Henrique Cardoso perdeu uma eleição para prefeito de São Paulo depois de um debate na televisão em que não respondeu com clareza quando lhe perguntaram se acreditava em Deus. Seu adversário, Jânio Quadros, reverteu a seu favor uma eleição que parecia perdida.
Quatro anos depois, na campanha presidencial que opôs Fernando Collor de Mello a Lula no segundo turno, a ligação do PT com a Igreja Católica, somada a seu discurso de cores socialistas, fez com que as lideranças evangélicas passassem a recomendar o voto em Collor – que, como todos sabem, acabou vencendo a eleição.
RENDIÇÃO
Dilma e Serra com auréolas de santidade. Os candidatos se curvam ao voto religioso e põem Deus no discurso
Esses dois episódios bastariam para deixar escaldado qualquer candidato a um cargo majoritário no país. Diante de questões como a fé em Deus, a posição diante da legalização do aborto ou a eutanásia, ou o casamento gay, o candidato precisa se preparar não apenas para dizer o que pensa e o que fará em relação ao assunto se eleito – mas também para o efeito que suas palavras podem ter diante dos eleitores religiosos. Menosprezar esse efeito foi um dos erros cometidos pela campanha da candidata Dilma Rousseff, do PT. Nos últimos dias antes da eleição, grupos de católicos e evangélicos se mobilizaram contra sua candidatura por causa de várias declarações dela em defesa da legalização do aborto. Numa sabatina promovida pelo jornal Folha de S.Paulo, em 2007, Dilma dissera: “Olha, eu acho que tem de haver a descriminalização do aborto”. Em 2009, questionada sobre o tema em entrevista à revista Marie Claire, ela afirmou: “Abortar não é fácil pra mulher alguma. Duvido que alguém se sinta confortável em fazer um aborto. Agora, isso não pode ser justificativa para que não haja a legalização. O aborto é uma questão de saúde pública”. Finalmente, em sua primeira entrevista como candidata, concedida a ÉPOCA em fevereiro passado, Dilma disse: “Sou a favor de que haja uma política que trate o aborto como uma questão de saúde pública. As mulheres que não têm acesso a uma clínica particular e moram na periferia tomam uma porção de chá, usam aquelas agulhas de tricô, se submetem a uma violência inimaginável. Por isso, sou a favor de uma política de saúde pública para o aborto”.
Tais declarações forneceram munição para uma campanha contra Dilma que começou nas igrejas, agigantou-se na internet e emergiu nos jornais e na televisão às vésperas do primeiro turno. Foi como se um imperceptível rio de opinião subterrâneo se movesse contra Dilma. Esse rio tirou milhões de votos dela e os lançou na praia de Marina Silva, a candidata evangélica do PV.
Segundo pesquisas feitas pela campanha de Marina, aqueles que desistiram de votar em Dilma na reta final do primeiro turno – sobretudo evangélicos – equivaleriam a 1% dos votos válidos. Embora pequeno, foi um porcentual que ajudou a empurrar a eleição para o segundo turno, entre Dilma e o candidato José Serra, do PSDB. Mais que isso, a discussão sobre a fé e o aborto se tornou um dos temas centrais na campanha eleitoral.
A polêmica religiosa deu à oposição a oportunidade de tomar a iniciativa na campanha política, pôs Dilma e o PT na defensiva e redefiniu o segundo turno. Na sexta-feira, quando foram ao ar as primeiras peças de propaganda eleitoral gratuita, o uso da carta religiosa ficou claro. Dilma agradeceu a Deus, se declarou “a favor da vida” e disse que é vítima de uma “campanha de calúnias”, como ocorreu com Lula no passado. O programa mencionou a existência de “uma corrente do mal na internet” contra ela. Serra se apresentou como temente a Deus, defensor da vida e inimigo do aborto (apesar de seu partido, o PSDB, ter apresentado nos anos 90 um projeto de legalização do aborto no Senado). Pôs seis grávidas em cena e prometeu programas federais para “cuidar dos bebês mesmo antes que eles nasçam”.
Agora, atônito, o mundo político discute que tipo de efeito a discussão sobre valores religiosos terá sobre a votação de 31 de outubro. E como ela afetará o Brasil no futuro. Tradicionalmente, o cenário político brasileiro tem sido dominado por temas de fundo econômico – como inflação, desemprego, previdência e salário mínimo – ou social – como pobreza, segurança, educação e saúde. Mas a elevação do padrão de vida dos pobres e a superação das necessidades elementares de sobrevivência podem ter começado a abrir espaço para aquilo que, em democracias mais maduras, é conhecido como “agenda de valores”. Ela reúne temas como fé, aborto, eutanásia, ensino religioso, casamento entre homossexuais ou pesquisas com manipulação genética. “Ninguém mais vai se eleger para um cargo executivo facilmente com um programa que prevê a legalização do aborto”, afirma Ary Oro, estudioso de religião e política da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. “É impossível ignorar a força numérica, demográfica e eleitoral da religião.”
Dilma e Serra com auréolas de santidade. Os candidatos se curvam ao voto religioso e põem Deus no discurso
Vaticano critica escolha para o Nobel da Paz para Robert Edwards, criador da fertilização in vitro
Ignacio Carrasco de Paula, presidente da Pontifícia Academia para a Vida, disse que o prêmio ignora as questões éticas levantadas pelo tratamento de fertilidade e que este causou a destruição de muitos embriões humanos.
Carrasco é porta-voz do Vaticano para assuntos relacionados a bioética, mas ressaltou que as declarações seriam opiniões pessoais suas.
Ele admitiu que a fertilização in vitro representa um "capítulo novo e importante no campo da reprodução humana", mas que a escolha de Edwards foi "completamente equivocada" já que, sem o tratamento, não haveria mercado para ovos humanos e "não existiria um grande número de congeladores lotados com embriões".
"Na melhor das hipóteses, estes vão ser transferidos para um útero, mas a chance maior é de eles acabarem abandonados, o que é um problema pelo qual o novo vencedor do Nobel da Paz é responsável", disse ele.
Premiação
Segundo o comitê do Instituto Karolinska, que escolheu o ganhador do prêmio, "as conquistas de Edwards tornaram possível o tratamento da infertilidade, que afeta 10% dos casais em todo o mundo". Desde 1978, mais de quatro milhões de bebês foram concebidos através da técnica.
"Hoje, a visão de Robert Edwards é uma realidade e traz alegria para pessoas inférteis em todo o mundo", diz o comunicado da fundação do prêmio Nobel.
Edwards é professor emérito da Universidade de Cambridge, na Inglaterra e coordenou o processo desde as primeiras descobertas na década de 1950 até os tratamentos de fertilidade atuais.
A premiação foi criada pelo sueco Alfred Nobel e entregue pela primeira vez em 1901, cinco anos depois de sua morte. Os vencedores recebem cerca de US$ 1,5 milhão e uma medalha de ouro.
Aborto: No Brasil apenas 7% apoiam a descriminalização; 71% dos brasileiros são contra mudança na lei.
O apoio à proibição do aborto é o mais alto no Brasil desde 1993, quando o Datafolha começou a série histórica de perguntas sobre o tema.
Segundo pesquisa realizada na última sexta-feira em todo o país, 71% dos entrevistados afirmam que a legislação sobre o aborto deve ficar como está, contra 11% que defendem a ampliação das hipóteses em que a prática é permitida e 7% que apóiam a descriminalização.
Atualmente, o Código Penal brasileiro classifica o aborto entre os crimes contra a vida. A pena prevista para a mulher que o provocar ou permitir a prática em si mesma vai de um a três anos de detenção (artigo 124). O código prevê duas situações em que o aborto não é crime (artigo 128): se não há outro meio de salvar a vida da gestante e se a gravidez é resultado de estupro. Segundo Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha, a rejeição recorde ao aborto pode ser resultado da ampla exposição que o tema teve nas últimas semanas.
O aborto ganhou espaço na mídia e na boca dos candidatos a presidente no final do primeiro turno, impulsionados pela movimentação de igrejas evangélicas e segmentos católicos que pregavam voto anti-Dilma Rousseff (PT) e pró-vida -a petista já defendeu a prática.
Na propaganda eleitoral de sexta, a primeira do segundo turno, tanto Dilma quanto José Serra (PSDB) falaram sobre o tema. Segundo o Datafolha, a taxa dos eleitores que afirmam querer que a lei fique como está é semelhante entre os que no primeiro turno votaram em Dilma (71%), em Serra (72%) e em Marina Silva (70%), candidata do PV.
O apoio à proibição do aborto é razoavelmente homogêneo em todas as faixas da população, sempre em torno de 70%. No entanto, entre os que têm ensino superior e os mais ricos há menos apoiadores: 63% e 56%, respectivamente.
(…)
No levantamento feito em 1993, 54% afirmavam que as exceções deveriam continuar restritas aos casos de estupro e de risco à vida da gestante, enquanto 23% diziam apoiar o aborto em mais casos e 18% eram favoráveis a descriminalizar a prática.
Desde então, a manutenção da atual legislação veio ganhando apoio. Em 1997, 55% diziam apoiar a proibição. Em 2006, o número passou para 63%, depois para 68% em 2008.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
D. Odilo Scherer pede ‘posicionamento claro’ de candidatos sobre aborto.
Fonte; Radar Politico
Sem manifestar preferência partidária, o cardeal arcebispo de São Paulo, d. Odilo Pedro Scherer defendeu nesta quinta-feira, 7, que os candidatos à Presidência tenham um “posicionamento claro” sobre a questão do aborto. Na avaliação do religioso, é importante que o tema seja debatido pelos presidenciáveis, uma vez que se trata de um assunto de interesse dos eleitores.
“Eu acredito que é bom que a questão do aborto seja também levada em consideração dentro dos debates políticos. É uma questão que merece consideração política. Ou a vida humana seria tão desprezível que não merece consideração política?”, afirmou em coletiva após apresentar a Semana Nacional da Vida, no Amparo Maternal, em São Paulo.
“Se agora eles prometem uma coisa e depois fazem outra, estão traindo o eleitor. A escolha só pode ser feita quando há clareza”, acrescentou.
D. Odilo ainda reiterou a posição da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que é contrária à manifestação partidária por parte dos membros da Igreja Católica. No entanto, ao ser questionado sobre uma possível uma punição aos bispos que manifestam sua posição, descartou a hipótese.
Recentemente, o bispo de Guarulhos, d. Luiz Gonzaga Bergonzini, orientou padres a pregarem nas missas o voto contra Dilma Rousseff, do PT.
Homilia do padre José Augusto: bombástica!!!
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Nota de Repudio da Arquidiocese de São Paulo ante “arte” que faz apologia a assassinato.
Diante da negativa da Bienal de retirar as obras da série “Inimigos” de Gil Vicente, na qual o artista se mostra assassinando líderes mundiais incluindo o Papa Bento XVI, a Arquidiocese de São Paulo através do Vicariato para a Comunicação lançou uma nota de repúdio à exibição de obras que são uma “apologia à violência”, que ademais ofendem os sentimentos católicos. A Arquidiocese manifestou formalmente este seu entendimento perante o Ministério Público de São Paulo no dia 24 deste mês, solicitando a atenção deste órgão público.
Destacamos abaixo a nota da Arquidiocese assinada pelo Cônego Antônio Aparecido Pereira, Porta-voz da Arquidiocese e do seu Assessor de Imprensa, Rafael Alberto.
“Em nome do mesmo princípio da liberdade de expressão, que permite aos artistas a livre manifestação da sua arte, a Arquidiocese de São Paulo vem a público para manifestar sua estranheza, desconforto e repúdio diante da série de telas “Inimigos”, do artista plástico Gil Vicente, expostas na Bienal de São Paulo, com auto-retratos do artista em cenas de extrema violência contra personalidades públicas, como o Presidente da República e o Papa Bento XVI.
São cenas de um narcisismo chocante, de um mau gosto repugnante e de implícita apologia à violência. Nenhum diretor de escola ou professor de bom senso permitiria expor tais cenas em sala de aula, pois seriam consideradas deseducativas. Cenas de execução de condenados à morte seriam, certamente, evitadas nos meios de comunicação de massa. Numa sociedade já marcada por conflitos e ferida por tanta violência, é altamente questionável que, em nome da arte sejam expostas cenas que sugerem o desafogo do próprio ódio contra supostos inimigos. Trata-se de um péssimo serviço à arte, uma lamentável falta de respeito pela dignidade humana e uma ameaça à paz no convívio social. Violência real, ou apenas sugerida, gera mais violência.
De modo particular, a comunidade católica sente-se ofendida e triste com o desrespeito ao Papa Bento XVI, que peregrina pelo mundo em missão de justiça e de paz. Sugerir ou imaginar violência contra o Papa causa tristeza e indignação. Que ninguém, em nenhuma parte do mundo, tenha a insana iniciativa de consumar as cenas chocantes retratadas na tela! Deus proteja nosso Papa Bento XVI, o Presidente da República e toda pessoa contra os desatinos da violência!
A Arquidiocese de São Paulo manifestou formalmente este seu entendimento perante o Ministério Público de São Paulo em 24.09.2010, solicitando a atenção deste órgão público”.
Artigo inacreditável publicado em Site do PT a favor do aborto.

Estatuto do Nascituro: mais uma aberração a ser combatida
Não bastassem todos os ataques cotidianos à dignidade das mulheres, neste 19 de maio, tivemos mais uma lamentável notícia. Os deputados da bancada fundamentalista conseguiram que passasse pela Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados uma aberração nomeada “Estatuto do Nascituro”, que visa, entre outras coisas, a revogar direitos conquistados pelas mulheres e aprofundar a realidade de dominação que as submete, inclusive, a risco de morte e de sequelas todos os anos.
O tal projeto de lei elimina os casos de aborto previstos atualmente em lei: quando há risco de morte para a mãe e quando a gestação é decorrente de estupro. Sem contar que o texto abre brecha para a proibição, inclusive, de algumas medidas contraceptivas.
Não há nenhuma novidade nisso. O fundamentalismo religioso que procura impor sua crença a todos, desrespeitando o princípio democrático e republicano de laicidade do Estado e mesmo o direito à liberdade religiosa, é o mesmo que conhecemos em uma série de oportunidades, sempre atentando contra a vida das mulheres, seus direitos e sua autonomia. Muitos ataques são desferidos contra a luta das mulheres pelo mesmo e conhecido grupo de parlamentares que visam a mantê-las subjugadas.
Propostas absurdas como a apelidada de “bolsa-estupro”, por exemplo, por oferecer dinheiro para que as mulheres vítimas de violência sexual não interrompam uma gravidez daí decorrente, sempre pipocam com o intuito de retroceder nos direitos das mulheres. Mas a cada vez, os fundamentalistas se superam e, com criatividade impensável, propõem mais mecanismos para impedir que as mulheres sejam seres humanos livres e autônomos. Aproveitam a proximidade do período eleitoral para rebaixar o nível dos debates, para nos condenar a tomar decisões sobre a vida das mulheres a partir de uma crença que é de alguns, mas eles querem impor a todos.
Sempre defendemos e defenderemos o direito à liberdade religiosa, liberdade de culto e de crença, mas não aceitaremos que Igreja nenhuma criminalize as mulheres para evitar que exerçam sua autonomia. O corpo e a vida das mulheres não é um objeto a ser controlado e vigiado, que possa ser objeto de tutela nem da Igreja, nem dos juízes, nem do Estado.
Portanto, retroceder a esse ponto, obrigar mulheres vítimas de violência sexual a levarem essa gestação a cabo, inviabilizar a interrupção de uma gravidez que traga risco de morte à mulher, é inadmissível e incabível. É uma crueldade que não tem tamanho. Não podemos tolerar a violência contra as mulheres. Criminosos são os agressores!
Como resposta, mais uma vez, vamos aprofundar nossa luta em defesa da legalização do aborto e contra a violência contra as mulheres. Sabemos que as chances de uma aberração como essa passar impunemente pela Comissão de Constituição e Justiça são mínimas. Também sabemos que muitos companheiros e companheiras da Igreja estão conosco na nossa luta, e que a opinião dos fundamentalistas está distante de ser unanimidade entre os religiosos. Neste momento, queremos contar com esses e com companheiros e companheiras parlamentares, solidários à luta das mulheres, que querem construir conosco um mundo de igualdade, liberdade, justiça, solidariedade e livre de qualquer tipo de opressão.
Alessandra Terribili, integrante da Secretaria Nacional de Mulheres do PT.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
”O catolicismo é a religião mais atacada, muito mais do que o Islã”, constata Bernard-Henri Lévy.
ABC- Espanha
Mapa de 2010 dos países que mais perseguem o Cristianismo no mundo
Nascido em 1948, em Béni-Saf, na Argélia, perto de Orán,Bernard-Henri Lévy (foto), pertencente aos chamados“nouveaux philosophes”, agitador de ideias e defensor veemente da dignidade do ser humano, se envolveu em múltiplas batalhas, desde as guerras esquecidas (que deram título a uma de suas grandes obras), a combater o racismo ou a apoiar os democratas dissidentes em ditaduras como a iraniana.
Seu pai combateu na Guerra Civil espanhola antes de se alistar nas Forças de Libertação do pais vizinho. Lévy, conhecido na França por suas siglas BHL, sempre está no centro da polêmica, em parte devido à onipresença nos meios de comunicação franceses.
Judeu, ateu e esquerdista confesso, sua presença na Espanha se deve à sua dupla participação no Hay Festival em Segovia, onde, além de dar uma conferência, acompanha com seus textos a mostra do pintor Rafael Cidoncha, “um dos artistas contemporâneos que eu mais estimo e que não tem o espaço nem o reconhecimento que merece”, segundo BHL.
Eis a entrevista.
Há não muito tempo, o senhor promoveu e assinou o manifesto “Touche pas à ma nation” (Não toques em minha nação) contra Sarkozy. Por quê?
Tomei essa iniciativa porque amo meu país, a França, onde há um modelo de país original, cuja originalidade é a rejeição total de pensar a cidadania com relaçaõ às origens: um “ius solis” absoluto, a abertura ao outro, a acolhida aos estrangeiros… Acredito que Sarkozy está colocando em perigo esse modelo de integração. Não sou nacionalista, não gosto da nação como tal. Mas somos obrigados a ter nações, e o modelo francês é um bom modelo. O espanhol também. Essa história a propósito dos ciganos romenos, ou da perda de nacionalidade, são golpes duríssimos contra o nosso modelo nacional. Assim, pois, a mensagem que eu lanço a Sarkozy é “não toques em minha nação”, porque ele a está destruindo.
Nesse sentido, o senhor compartilha as críticas da Comunidade Europeia contra Sarkozy.
Sem dúvida. Há uma frase infeliz que incitava a pensar em semelhanças com o que aconteceu durante a Segunda Guerra Mundial, de Viviane Reding. Mas, no fundo, o chamado à ordem está totalmente justificado.
O senhor é amigo de Sarkozy, assim como era de François Mitterrand. Em que a França mudou entre ambas as presidências?
É difícil de dizer. A ideia que Mitterrand tinha da função presidencial era oposta à que Sarkozy tem. Um de seus erros, e é um erro profundo porque acredito que também é a sua convicção, é trivializar a função presidencial, descer o presidente do seu pedestal… a ideia de que o presidente tem que ser um “personagem familiar”. A Espanha tem um modelo político interessante com um Rei que não governa, mas que tem uma função simbólica importante. Essa função simbólica ou é encarnada por um só homem, como é o caso espanhol, ou então, como diz Ernst Kantorowicz em “Os dois corpos do Rei”, o rei e o governo existem em uma mesma pessoa. É algo que Mitterrand compreendia muito bem. E também De Gaulle.
O Papa Bento XVI fez ouvir a sua voz sobre a expulsão dos ciganos e foi criticado por isso.
A voz do Papa é extremadamente importante. E somos muito injustos com esse Papa. Eu não sou católico, mas acredito que há preconceitos. Principalmente um anticatolicismo primário que está tomando proporções enormes na Europa. Na França, fala-se muito das violações dos cemitérios judeus e muçulmanos, mas ninguém sabe que os túmulos dos católicos também são profanados habitualmente. Há uma espécie de anticlericalismo na França que não é sadio absolutamente. Temos o direito de criticar as religiões, mas a religião mais atacada hoje em dia é a religião católica.
Mais do que o Islã?
Muito mais. Os muçulmanos, no campo intelectual, se defendem. Os católicos, muito menos.
Na Espanha, houve uma importante controvérsia com relação a uma discoteca denominada “La Meca”, cuja estética simula a de uma mesquita. Os proprietários vão mudar o nome por causa da reação dos jihadistas, que convocaram à luta. Como o senhor avalia essa decisão?
É uma derrota. É fácil falar sendo francês e não sendo o proprietário da discoteca, admito-o, mas não é uma vitória da coragem nem do espírito de resistência. É um triunfo do fanatismo e da estupidez.
O senhor é a favor da construção da mesquita junto ao Marco Zero em Manhattan?
Totalmente. Por duas razões: a primeira, porque os Estados Unidos são isso. O fundamento da América do Norte, a razão pela qual foi inventada é a liberdade de culto e de construir templos. A segunda é que, contrariamente ao que pensam muitos norte-americanos, esse centro cultural e religioso está a duas quadras da Zona Zero. Construí-la é uma do jihadismo e não uma vitória.
O que o senhor opina sobre a ameaça que alguns fanáticos fizeram de queimar exemplares do Alcorão?
É algo monstruoso. Só os fascistas queimam livros. Jamais se deve queimar um livro, seja qual for. Menos ainda quando se trata de um livro com uma transcendência, como a doAlcorão ou a do Antigo e do Novo Testamento. Quando os muçulmanos queimaram em Londres o livro de Salman Rushdie, eu fui um dos primeiros a protestar. Quando alguns cristãos queimam o Alcorão, eu faço exatamente a mesma coisa.
A burka acaba de ser proibida na França. É uma lei que se refere a menos de 2 mil pessoas (dos 64 milhões de habitantes) que será difícil de ser aplicada. O senhor acredita que era indispensável e proporcional?
É justa. A lei nunca é fácil de ser aplicada. Sempre é difícil prender um motorista por excesso de velocidade, ou um ladrão. A burka contradiz um princípio republicano fundamental, que é a da igualdade dos sexos, assim como o princípio do reconhecimento do outro. Não existe democracia se vê não pode ver o rosto do outro. Há muitas coisas que são proibidas embora afetem a menos de 2 mil pessoas, e estão aí. Uma lei é proporcional à qualidade do delito, não à quantidade de delinquentes. A burka é contrária ao espírito da democracia.
O senhor começou uma campanha para salvar a iraquiana Sakineh, condenada ao apedrejamento por adultério. Está verdadeiramente ao nosso alcance salvá-la?
Perfeitamente ao nosso alcance. Ao contrário do que repetem constantemente, não é verdade que as opiniões não podem fazer com que as ditaduras recuem. Os iraquianos nos ouvem? Claro que nos ouvem! Aconteceu com o incêndio do Reichstag, Hitler recuou. Stalin recuou graças à campanha de Víctor Serge. As ditaduras retificam quando há resistência. Por uma razão muito simples: são regimes de guerra. Quem diz guerra diz estratégia, diz relação de forças, adaptação.
No Afeganistão, existe guerra ou não? A opinião pública está dividida sobre essa questão.
Existe uma guerra. Há tropas, há enfrentamentos militares… É principalmente uma guerra entre as duas concepções do Islã. O conceito de “choque de civilizações” é espantoso, mas no interior do Islã ele pode ser aplicado à guerra entre o islã das luzes e o islã da sombra.
Devem-se manter as tropas?
Sem dúvida.
Habitualmente, o senhor é definido como um provocador. Está de acordo com esse qualificativo?
Não, absolutamente. Não tenho nenhum interesse em ser provocador. Eu sou alguém que tenta dizer a verdade e fazer avançar a justiça e o direito. Às vezes, a verdade é tão inaudível que só pode ser dita por meio da provocação. Mas nunca tive o sentimento de provocar.
E como se definiria?
Evito me definir. “Définir, c’est finir” (Definir é acabar).
Ladrões invadem convento e fazem freiras reféns em Alagoas.
Quatro homens armados invadiram, na tarde desta quarta-feira, o convento Rainha da Paz, no bairro do Santa Amélia, em Maceió (AL). Eles fizeram as freiras reféns e levaram dinheiro do local. A quantia não foi divulgada.
“Eles chegaram com três pacotes dizendo que eram doação, quando abrimos a porta, eles invadiram e anunciaram o assalto”, disse a irmã Vanize Trindade da Silva. As freiras rezavam no momento da invasão.
Informações da Polícia Militar indicam que o grupo armado chegou ao convento em um veículo Fiesta e informou sobre a entrega de donativos. Eles invadiram o local e trancaram todas as freiras dentro de um dos quartos. Três religiosas foram levadas reféns do local, servindo de escudo contra possíveis ações da polícia, mas foram abandonadas a poucos metros do convento.
Dois homens foram detidos e outros dois continuam foragidos.
Igreja apoia veto à instalação das “máquinas de preservativo” nas Escolas Públicas.
Grande, acompanhou atentamente as palavras do vereador Paulo Siufi,
durante a Sessão Ordinária da Câmara Municipal ,
posicionando a Capital contra o Programa Saúde na Escola, do Governo
Federal, que pretende implantar máquinas de distribuição de camisinha em unidades escolares e órgãos públicos de todo o País.
Campo Grande sai na frente, barrando o que Siufi considera “um
absurdo”, apresentando inclusive um projeto para vetar a instalação
das máquinas dispensadoras de preservativos.
O projeto deu entrada
hoje e será votado nos próximos dias. Padre Paulo Roberto ficou
preocupado com a proposta do Governo Federal e disse que irá mobilizar a comunidade Católica para manifestarem sua oposição ao que, segundo ele fere os princípios da família.
Siufi usou a tribuna e disse que estão desqualificando a raça humana.
A infância tem que ser tratada com infância. É uma atitude
irresponsável. Quando se fala que as escolas públicas terão máquinas
de camisinhas, para que crianças e adolescentes possam fazer uso, de
forma inconseqüentes de preservativos, não se está falando em educação sexual, mas sim ferindo a pureza da juventude, que pode ter
conseqüências irreparáveis no futuro.
“Tenho certeza que em Campo Grande poderá impedir a colocação destas
máquinas”, afirmou Siufi, acrescentando que as “malditas” máquinas de
camisinha desintegram o valor da família e banaliza o sexo. “Não
podemos admitir sexo por sexo. Não é ultrapassado defender a família,
não é retrogrado querer uma juventude melhor”, destacou.
Pelo projeto do Governo Federal, uma criança de 10 ou 11 anos, por
exemplo, poderá apertar um botão, sem colocar nenhuma moeda, e ter
acesso a um preservativo. Pela cartilha denominada “O Caderno das
Coisas Importantes – Confidencial”, com tiragem inicial de 40 mil
exemplares e com reedição de 400 mil unidades, há explicações, tais
como as fases das “ficadas”, que diz poder ser uma porção de coisas;
“Beijar, namorar, sair, transar”. Abaixo, na Cartilha, segue um campo
para que a criança relate as mais espetaculares ficadas da sua
história, dizendo como foi, com quem foi, onde foi e quando foi.
Para Siufi além de imoral e inadmissível, o projeto das máquinas e a
cartilha fere os princípios básicos do Estatuto da Criança e do
Adolescente, violando artigos que zelam pela dignidade da criança e do adolescente. O vereador e cristão convocou a sociedade como todo para uma união pioneira no País, contra o absurdo que representa tal
projeto.