quarta-feira, 14 de julho de 2010

CATOLICAÇO.com de cara nova!

O CATOLICAÇO.com está com um design novo, mais moderno e dinâmico e estará reestruturando todos os sites que englobam o sistema do portal.

Recentemente foi lançada a nova página inicial e dentro de algumas semanas todas as páginas estarão de cara nova. Aguardem!

Pode-se confessar com um sacerdote, pela Internet ?

Entrevista com o jornalista Vincenzo Grienti

Zenit

- Nos últimos 15 anos, a tecnologia telemática revolucionou o mundo da informação e da comunicação.As mudanças introduzidas têm também influenciado a Igreja católica, que se mantém atenta às inovações no campo da comunicação social.

Para tratar da questão da relação da Igreja católica com estas tecnologias, em especial no que se refere à internet, o jornalista Vicenzo Grienti é entrtevistado. Ele é especialista do departamento de comunicações da Conferência Episcopal italiana, autor do livro “Chiesa e internet. Messaggio evangelico e cultura digitale” (Academia Universa Press – Firenze, 2010).

A Igreja está pronta para fazer uso das oportunidades que a cultura digital oferece, ou ainda há resistências?

Grienti: Como simples jornalista e observador do fenômeno, penso que ao longo da história das comunicações sociais, a Igreja esteve sempre aberta às solicitações oriundas das novas tecnologias: basta observar as últimas mensagens de Bento XVI relativas ao Dia Mundial das Comunicações Sociais e as iniciativas da Igreja italiana para compreender de que modo a comunidade eclesial se posiciona em relação aos meios de comunicação social.

Com o Concílio Vaticano II, registra-se uma grande abertura da Igreja para os meios de comunicação. No que se refere ao tema específico da web, no meu entender são duas as pedras fundamentais, representadas pelos documentos do Conselho Pontifício das Comunicações Sociais de título “A Igreja e a internet” e “Ética e internet”, ambos de 2002.

A estes se somam uma série de convenções, seminários e encontros; o mais importante, no âmbito da Igreja italiana, foi a recente convenção nacional de tema “Testemunhos digitais. Faces e linguagens na era do crossmedia”, promovido pela Conferência Episcopal Italiana em abril e encerrado com a presença de mais de 8 mil participantes presentes na audiência do Santo Padre. As palavras “testemunhos” e “digitais” são muito sugestivas: ser testemunha significa testemunhar a própria fé no contexto em que se vive. Um contexto de todo novo, de fato digital, inédito e caracterizado por novas linguagens, como a da web 2.0.

De que maneira a web, como instrumento, vem sendo e será utilizada?

Grienti: Hoje, na Itália, existem mais de 15 mil sites de conteúdo católico: muitos são páginas de dioceses e paróquias, outros são páginas pessoais ou blogs. Alguns fazem uso da web 2.0, como o Facebook, Twitter, YouTube e outras modalidades de redes sociais.

Em meu livro, analiso estes fenômenos, e estou convencido de que a Igreja está aberta e confiante em relação a estes. É necessário compreender, porém, que estamos diante de instrumentos postos a serviço do homem. Os novos media são úteis para veicular a mensagem evangélica, a Palavra de Deus. Estes instrumentos constituem o “primeiro areópago dos tempos modernos” e, em razão da própria missão da Igreja, funcionais enquanto, conforme escreveu João Paulo II na encíclica Redemptoris missio de 1990, “não basta usá-los para difundir a mensagem cristã; é necessário integrar a própria mensagem a esta nova cultura criada pela moderna comunicação”.

Da mesma forma, as “Orientações” pastorais dos bispos italianos para o período 2000-2010 colocam o comunicar no centro da ação pastoral da Igreja, sinal de que a comunicação é um fator por demais importante para ser ignorado. Tudo isto tendo em vista que as relações “face a face” permanecem insubstituíveis e essenciais para a transmissão do Evangelho. O desafio para o futuro será não só o de educar estes novos meios, mas também desenvolver uma ação educativa através deles, especialmente no que diz respeito às novas gerações – os assim chamados “nativos digitais”, habituados a estas novas linguagens.

O ingresso na web de paróquias, dioceses e institutos missionários favorece a transparência e exige novas propostas missionárias? O que pensa a respeito?

Grienti: Concordo plenamente. A esse respeito, sem dúvida é de grande interesse e relevância a reflexão de Bento XVI por ocasião da Mensagem para o 43º Dia Mundial das Comunicações Sociais. No texto, de fato, o Papa exorta os jovens católicos a “levarem ao mundo digital o testemunho de sua fé”, pois compete a eles “a tarefa de evangelizar este ‘continente digital’”, ajudando as pessoas a passarem “do mundo virtual do cyberespaço para o mundo real da comunidade cristã”.

Quais são os limites do sistema telemático? Por exemplo, fala-se em realizar confissões pela internet; e há os riscos associados à mediação das relações humanas por máquinas – algo que, se não compensado, arrisca oferecer mais danos que benefícios.

Grienti: A internet oferece oportunidades e também riscos. Penso que os pilares fundamentais para uma “navegação” segura são três: o bom senso, a responsabilidade e a competência. A presença de sacerdotes na web, com sites pessoais, por exemplo, enriquece o anúncio que a Igreja faz do Evangelho. Mas no que se refere às confissões pela internet e, de modo geral, dos Sacramentos, acredito que estes encerrem um caráter pessoal, direto, real e não “mediado”. Neste caso, estamos na esfera da “encarnação do Verbo”, e, portanto, do aspecto concreto dos sacramentos: o Pão, o Vinho, a Água do Batismo, o gesto; tem um caráter imediato, não virtual da Salvação.

Para além das questões tecnológicas, qual projeto cultural a Igreja pretende oferecer para explicar as razões da própria fé?

Grienti: A internet e as novas tecnologias em geral estão modificando nossa maneira de viver, de nos informar, de nos comunicarmos. Não é por acaso que se fala em uma nova cultura permeada pelos novos meios. Também estas novas linguagens interpelam ao testemunho do crente.

Para “navegar” no âmbito desta nova cultura digital, é necessário ser educado para estas linguagens, promover a consciência e oferecer critérios interpretativos.

Não é por acaso que as Orientações pastorais da Igreja italiana para o próximo milênio foquem a questão da educação. Hoje, essa questão se tornou uma verdadeira emergência, e é neste sentido que se orienta a proposta cultural da Igreja italiana. Fazer cultura através da comunicação é a tarefa fundamental.

Emile Durkheim sustentava que, se abandonados à própria sorte, os homens estariam destinados a se tornarem vítimas dos próprios desejos sem fim. Por isso, é preciso focalizar a atenção na educação, e se fazem necessários “professores” capazes de ensinar; é necessário um patrimônio de valores, uma tradição a cultivar, compreender a própria identidade, antes de se abrir às identidades distantes à nossa; mas, principalmente, é necessário dispor de um modelo de experiência humana.

Parece-me que a “questão antropológica” e a “questão educativa” são dois elementos aos quais o Projeto cultural da Igreja italiana tem conferido grande importância, através de iniciativas e atividades promovidas nas diversos núcleos culturais de todas as dioceses.

Programa diz que “retira” Deus do computador para “proteger as crianças”.

Este site americano oferece o GodBlock (Bloqueie Deus, na tradução) que, conforme sugere o nome, bloqueia nas páginas da internet as propagandas religiosas, como estas que às vezes o Google coloca em blogs.

Visite: Gospel, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica Gospel

O site afirma que o filtro se destina aos pais e às escolas que desejam proteger as crianças da doutrinação da religião, qualquer que seja ela. “Quando instalado corretamente, o GodBlock analisa cada página acessada pelo seu filho, antes de carregá-la, e verifica se há textos sagrados, nomes ou figuras e símbolos religiosos.”

Explica que o programinha surgiu em reação à tendência cada vez mais forte nos Estados Unidos da pregação de fundamentalistas evangélicos, mórmons, batistas, muçulmanos e judeus que “dificultam o avanço da ciência e corrompe a mente das crianças”.

O programa é de graça, mas o site pede donativo de US$ 5 (R$ 8,5).

O doador terá direito a dez adesivos com o logo do GodBlock, como o no braço da garota da foto. Também vende camisetas com o símbolo.

O site publica comentários de internautas, como de Poulter L. Martin: “Finalmente, alguém pensou em proteger as crianças”.

Fonte: E-Paulo Lopes Gospel +

Congresso Nacional da Renovação Carismática

Sobre o evento

O Congresso Nacional da Renovação Carismática Católica do Brasil é promovido a cada ano para todos os membros do Movimento e, também, para todos aqueles que queiram conhecer a dinâmica carismática.

Um evento marcado por momentos de oração, louvor, escuta profética, pregações e partilhas fraternas. No Congresso Nacional, podemos acolher os direcionamentos de Deus para a RCC do Brasil, o que nos permite conservar a unidade.

Renovamos nossas forças, fortalecemos nossa identidade e reassumimos o compromisso de, na força do Espírito, juntos, difundir a Cultura de Pentecostes.

O tema
“Proclama a Palavra, anuncia a Boa Notícia!”. Esta é a moção geral para a Renovação Carismática Católica do Brasil neste ano, sendo também a temática do Congresso inspirada na II Carta de Paulo a Timóteo (II Tm 4, 1-5).
Este tema tem como objetivo dar uma resposta ao mundo que apresenta tantas más notícias, mergulhado numa cultura de morte que desvaloriza a vida e que deprecia os valores cristãos. Neste contexto, a Palavra de Deus é destacada como luz que ilumina a todos (Sl 119, 105).

Programação
- Pregações;
- Momentos de oração;
- Shows;
- Feira Carismática;
- Grupo de Oração Tesouro de Deus.

Presenças:
- Michelle Moran, presidente do ICCRS - Serviço Internacional da RCC
- Oreste Pesare, diretor do escritório do ICCRS
- Jim Murphy (EUA), diretor do Instituto de Formação do ICCRS
- Dom Alberto Taveira, Arcebispo de Belém/PA
- Marcos Volcan, presidente do Conselho Nacional da RCCBRASIL e membros do Conselho

Local e data:
Expominas – Centro de Convenções e Feiras em Belo Horizonte/MG
14 a 18 de julho de 2010
Veja mais

Inscrições:
- Inscrições individuais e de caravanas: Clique aqui

Igreja na China: bispo é sagrado com aval da Igreja e do governo

No último sábado, 10, o monsenhor Antonio Xu Jiwei, de 75 anos de idade e 25 de sacerdócio, foi sagrado Bispo de Taizhou, na província de Zhejiang (China), segundo informa uma nota da Sala de Imprensa da Santa Sé.

O bispo guiava a diocese como administrador diocesano desde 1999 e havia sido aprovado pela Santa Sé como bispo de Taizhou. As autoridades governamentais também aprovaram sua ordenação episcopal.

A celebração litúrgica foi presidida pelos bispos Giuseppe Li Mingsu, de Qingdao; Giuseppe Zhao Fengchang, de Liaocheng; Giuseppe Xu Honggen, de Suzhou e Giuseppe Han Yingjin, de Sanyuan. Todos os prelados estão em comunhão com a Santa Sé e são reconhecidos pelo governo.

Cerca de mil fiéis, procedentes inclusive de Shanghai e Ningbo, participarão da sagração do novo obispo, que é o segundo ordinário da diocese, vacante desde 1962. A circunscrição eclesiástica conta com 6 mil fiéis, 15 sacerdotes e 10 religiosas. Há 25 igrejas e diversos lugares de culto.

O bispo Xu afirmou que sua diocese tem que enfrentar uma série de desafios, mas que se sente otimista acerca da retomada da evangelização e do crescimento da comunidade católica.

Catequeses do mês de julho estão suspensas



O Papa Bento XVI não fará a tradicional Catequese junto aos fiéis, no Vaticano. O Santo Padre está no palácio apostólico de Castel Gandolfo, em Roma, desde a última quarta-feira, para um período de férias.

Durante esse período estão suspensas as audiências privadas e especiais, bem como as Catequeses semanais dos dias 14, 21 e 28 de julho, que serão retomadas a partir do dia 4 de agosto.

Diferentemente do ano passado, quando Bento XVI passou algumas semanas nos Alpes, o Pontífice decidiu não viajar para outras localidades durante as férias. O Santo Padre agradeceu os diversos convites que recebeu mas disse preferir "começar imediatamente o período estival de repouso e estudo sem o compromisso de outras viagens”.

França: casamento volta com força ao País e surpreende analistas.


Atilio Faoro

arece mentira, mas é a realidade que desponta na análise das estatíticas: o casamento está virando moda na França.

A notícia foi estampada com destaque pelo conhecido jornal “Le Figaro” (23/6/2010) com o título: “Os casais enfrentam a crise, casando-se”. Numerosos analistas, sociólogos, psicólogos e outros filósofos se disputam para entender “a perenidade” dessa instituição, comenta o jornal.

Desfilando detalhadas estatísticas e reproduzindo os comentários de especialistas em relações conjugais e em assuntos familiares, o jornal reconhece que a instituição do casamento, apesar do número de divórcios, “tem ainda o mais alto prestígio” na França.

Desde a Revolução de maio de 1968, tudo se fez para liquidar com o casamento e implantar o amor livre. E muita coisa avançou nesta direção com a implantação do divórcio e recentemente do “pacto social” conhecido como “PACS”, que equivale a um casamento civil com menos formalidade e mais facilidade de dissolução, muito usado na França mesmo para as uniões heterossexuais (95% dos casos). É preciso acrescentar que uma grande parte dos casamentos são apenas no civil, não são celebrados na Igreja.

Apesar disso, a tendência atual – indicam as estatísticas – levam os jovens franceses a quererem casar-se. “O casamento mantém-se o grande evento de nossa vida” e as separações “são vividas como uma tragédia”, comenta Agnès Vedrine, psicóloga especializada em relações conjugais.

Os números também mostram que os jovens pensam num casamento duradouro. Segundo uma enquete de opinião do Instituto CSA, o sentimento de “para sempre” está presente em 80% dos franceses entre 18 e 35 anos, para os quais “a união deve durar toda a vida”. Para os psicólogos, os casais jovens sabem quais são as dificuldades do casamento, mas se lançam “com toda a confiança na aventura”. São os filhos dos casais divorciados que, “chegados à idade de contrair o matrimônio”, querem fazer um “ato de reparação conquistando sucesso onde seus pais fracassaram”.

A crise do mundo atual tem também um peso muito grande, segundo os analistas e estudiosos. “Num mundo onde tudo tornou-se precário e efêmero, o casamento faz figura de valor de refúgio”, comenta François de Singly, sociologo especialista de família. E continua: “Observa-se que, quanto mais um país está em crise, mais casamentos se realizam”.

Há “uma necessidade de possuir e de ter segurança”, sustenta Singly. Os candidatos ao casamento de hoje teriam um sentimento análogo aos dos “proprietários”, mas “na alma”. O que explica também o baby-boom vivido hoje na França: “a criança seria a única certeza num mundo de incertezas”.

O fato concreto é que os franceses acumulam dois recordes em matéria de vida familiar: optam cada vez em maior número pelo casamento e são os campeões na fecundidade na Europa, com mais de dois filhos por mulher em média, contra apenas 1,5 dos outros países da União.